Amazon Week 2026 destaca bioeconomia e amplia diálogo entre Brasil e Europa
Cooperação Brasil-Alemanha atua na Amazônia apoiando soluções que respondem às demandas das comunidades locais e promovem relações comerciais justas
Como ampliar o acesso de produtos da sociobiodiversidade amazônica a mercados internacionais? Como fortalecer cadeias de valor capazes de gerar renda e manter a floresta em pé? Essas foram algumas das questões debatidas ao longo da Amazon Week 2026, em Berlim e Bruxelas.
Um dos destaques da semana foi o Brazil-Germany Trade Dialogue on Bioeconomy, realizado em Berlim. O encontro reuniu representantes da bioeconomia amazônica e potenciais parceiros comerciais da Alemanha para discutir oportunidades de negócios sustentáveis em benefício de todas as partes envolvidas. As conversas buscaram aproximar as perspectivas do mercado europeu das realidades das cadeias produtivas da Amazônia, abordando temas como demanda, escala de produção, logística, certificações e aspectos regulatórios.
"Fortalecer a bioeconomia amazônica significa aproximar comunidades locais, setor privado e investimentos em torno de soluções que valorizem a biodiversidade. Com décadas de experiência na Amazônia, a Cooperação Brasil-Alemanha atua justamente para construir essas pontes, combinando conhecimento de campo, parcerias estratégicas e instrumentos capazes de transformar oportunidades em resultados concretos para as pessoas e para a floresta", destacou André Lammerding-Berdau, coordenador do Cluster Biosfera.
A programação seguiu em Bruxelas, onde uma sessão da Amazon Week foi realizada no Parlamento Europeu. O encontro reuniu representantes do Brasil, eurodeputados e organizações parceiras para debater o papel da bioeconomia na geração de renda, na ampliação do acesso a mercados e na construção de modelos de desenvolvimento capazes de aliar valorização da biodiversidade e oportunidades econômicas para a Amazônia.
Há décadas, a Cooperação Brasil-Alemanha atua na Amazônia apoiando soluções que respondem às demandas das comunidades locais e promovem relações comerciais mais justas. Por meio do fortalecimento de cadeias de valor de produtos da sociobiodiversidade, contribui para ampliar oportunidades econômicas e abrir novos mercados para produtos amazônicos, demonstrando que é possível gerar renda e valorizar a biodiversidade sem abrir mão da floresta em pé.