Situação inicial
Na Amazônia brasileira, cerca de três milhões de pessoas não estão conectadas à rede elétrica nacional e dependem totalmente de combustíveis fósseis para o suprimento de energia. Como a região é extremamente sensível aos impactos climáticos, juntamente com a demanda global para reduzir as emissões, esse fato ilustra a necessidade de aumentar a participação de energias renováveis para uma rede mais limpa e resiliente.
Outro desafio é a na diversidade e na inclusão, pois apenas 20% dos funcionários do setor são mulheres. Considerando que o aumento da participação de energias renováveis provavelmente criará de 46.000 a 260.000 novos postos até 2030, há uma grande oportunidade para aumentar a participação feminina e promover a igualdade de gênero no setor.
Objetivo
O governo brasileiro está implementando uma estratégia nacional para uma transição energética justa e ecologicamente equilibrada.
Abordagem
O projeto apoia o país no desenvolvimento de políticas públicas, programas e regulamentações que promovam uma transição energética socialmente justa. As medidas visam a:
- Promover a igualdade de gênero;
- Fornecer ciclos de treinamento direcionados a especialistas, gerentes e técnicos, incluindo mulheres e membros de grupos vulneráveis, para implementar um plano diretor técnico para a integração das energias renováveis variáveis (ERV);
- Desenvolver conceitos, modelos e ferramentas para descarbonizar sistemas isolados na Amazônia. Além disso, o projeto assessora o Ministério de Minas e Energia (MME) na criação de um programa nacional para promover a eficiência energética, as energias renováveis e uma transição energética justa em todo o país.
Última atualização: abril de 2025